25 Jan 21

Um mundo pós-VUCA

Primeiro, precisamos entender de que maneiras nossa percepção do mundo está mudando. O futurista Stephan Grabmeier sugeriu que precisamos de uma nova sigla para descrever nosso mundo pós-pandêmico. Até recentemente, grande parte do mundo abraçou uma sigla que foi tomada emprestada do exército na era da guerra fria – VUCA. A sigla significa Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo. Esta sigla foi amplamente adotada em empresas para orientar processos ágeis e atuar como uma estrutura para a criação de sentido,

 

Em 2020, a pandemia mudou as coisas para sempre. A maneira como criamos significados em um mundo emergente mudou. Ver o mundo como uma série de ameaças que podem ser manobradas taticamente começou a perder relevância. O VUCA existia para trazer sentido a um mundo complexo. O mundo de hoje não é mais complexo; é caótico. Grabmeier sugeriu uma nova estrutura, o BANI, para substituir o VUCA e criar um senso de esperança e empoderamento.

 

O novo acrônimo, BANI, pode ser dividido da seguinte forma:

B – Brittle (Frágil): fácil de quebrar, sujeito a um fracasso total e repentino. Se algo for frágil, exige capacidade e resiliência.

A – Anxious (Ansioso): medo de que qualquer escolha que façamos possa ser a errada. Se nos sentimos ansiosos, precisamos de empatia e mindfulness.

N – Nonlinear (Não linear): desconexão entre causa e efeito no tempo, proporção, percepção. Se algo mão é linear, exige contexto e adaptabilidade.

I – Incomprehensible (Incompreensível): extremamente difícil, se não impossível de entender. Se algo é incompreensível, exige transparência e intuição.

 

Paralelo VUCA x BANI

Como navegar em um mundo BANI

Fazer com que pessoas e negócios evoluam vai exigir que eles se movimentem e se comportem de forma diferente no mundo. Também precisaremos entender quais habilidades nos beneficiarão à medida que procuramos evoluir.

Grabmeier explica que o acrônimo BANI sugere uma estrutura positiva.

  • Buscar sentido no mundo novamente;
  • Entender melhor as ligações entre causas e efeitos;
  • Encontrar uma estrutura estável para determinar o que está acontecendo no mundo.

 

As habilidades necessárias para navegar em um mundo BANI descritas acima são competências fundamentais da metodologia de design thinking. As seguintes habilidades de design thinking serão cada vez mais importantes para resolver problemas e avançar novos futuros desejáveis:

  • Promover uma mentalidade de crescimento/aprendizagem
  • Praticar empatia
  • Adaptabilidade, flexibilidade, lidar com as incertezas
  • Coragem para imaginar

 

As relações entre os processos de desing thinking listados acima e as habilidades necessárias no mundo pós-pandêmico são exploradas com mais detalhes abaixo:

 

Empatia: este enfoque ajuda as empresas a entender o que é mais importante para os usuários ao desenvolver um novo produto, serviço ou negócio. Aprender a criar e aplicar empatia da fase de pesquisa até a conclusão de um protótipo é fundamental para recriar produtos e serviços neste novo mundo.

 

Mentalidade de crescimento/aprendizagem: o design thinking incentiva uma mentalidade de aprendizagem ou crescimento por meio do processo de experimentação e teste rápido de ideias. A prática de experimentação nos ajuda a considerar o fracasso não como algo a evitar, mas como parte do processo. Para inovar radicalmente, devemos estar dispostos a falhar.

 

Adaptabilidade, flexibilidade, lidar com as incertezas: quando confrontados com a incerteza no contexto da inovação, os experimentos são a melhor maneira de entender e se adaptar rapidamente a novos contextos. Experimentos mitigam os riscos por meio do teste de hipóteses para alcançar uma solução para os clientes e posteriormente um mercado para os produtos.

 

Coragem para imaginar: o design thinking gera um ambiente de confiança no qual uma equipe se sente confortável em compartilhar ideias. Ele oferece oportunidades para praticar a confiança criativa por meio da geração de novas ideias.

 

O poder da descoberta

A parte mais importante de aprender novas habilidades para um mundo BANI é a aplicação prática. Se o mundo para o qual estamos caminhando requer novas perspectivas, a melhor maneira de criá-las é por meio do processo prático. A parte mais importante do design thinking como prática é aplicar a empatia e o aprendizado da pesquisa de campo e transformar isso em um desafio de design. Essa parte do processo é chamada de fase de descoberta. É aqui que as equipes conversam com as pessoas e observam seu comportamento. Esse processo estimula a criação de novas maneiras de ver o problema que estão tentando resolver.

 

É quando a aprendizagem mais profunda ocorre e onde a criação de sentido se torna importante. Se o mundo para o qual estamos caminhando não é linear, precisamos ser capazes de pensar lateralmente e descobrir novas conexões no mundo.

 

O poder do fracasso

Se o mundo de acordo com o BANI inclui o incompreensível como um de seus principais pilares, então aceitar o fracasso precisa ser algo natural. Em um mundo dissociado do design thinking, tendemos a nos culpar pelos fracassos. Isso se associa ao medo de compartilharmos novos pensamentos ou ideias por receio de sermos julgados.

 

Fonte: https://escoladesignthinking.echos.cc

Confira a matéria completa AQUI.

Faça o download do infográfico AQUI.

 

 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *