08 jul 20

O que aprendi aplicando e facilitando Design Thinking em diversos cenários

Há três anos, num verão de 2017, finalmente aconteceu o encontro com o Design Thinking.

Já tinha escutado alguma coisa, lido outros, mas ainda não tinha acontecido o contato face to face.

Sempre gostei de criatividade, Lego, papéis coloridos, e o ambiente já de cara me despertou algo (era uma antiga boate, em Ipanema, RJ, com muitos objetos de criação e prototipação), era como se eu estivesse no lugar certo e no momento certo — foi amor a primeira vista.

De lá pra cá, o Design Thinking foi se inserindo na minha vida e na minha carreira: seja em projetos de inovação ou facilitando treinamentos, seja fazendo cursos, comprando livros, estudando a respeito do tema.

Em pouco mais de 3 anos, me deparei com diversos desafios e claro, me acrescentaram bagagem de experiências e muitas horas de voo, que aproveito para compartilhar algumas aqui:

Comece. Mesmo que esteja perdido: para quem não sabe por onde começar ou tem dificuldades em juntar todas as peças do duplo diamante, o ideal é começar aplicando as ferramentas mais fáceis. Não precisa aplicar tudo de uma vez, comece aos poucos, devagar, mas comece. Se precisar, peça ajuda a quem sabe. O que não pode é ficar de braços cruzados.

Gaste tempo: esteja sempre se atualizando. Leia, assista vídeos, siga perfis que aplicam a metodologia, aprendendo ferramentas novas. Invista no tempo, estudando.

Aceite desafios: meu primeiro desafio foi replicar a metodologia para os colaboradores de onde eu trabalhava. Passaram milhões de coisas na minha cabeça, principalmente negativas, mas aceitei. Comecei com treinamentos de dois dias, depois passou para um dia, e hoje consigo aplicar em projetos reais de inovação como em treinamentos de 3h. Meu último grande desafio foi na Pixel Show, a maior Feira Internacional de Criatividade da América Latina, em São Paulo. E por aceitar desafios, você ganha segurança, mesmo estando num ambiente incerto.

“O DESIGN THINKING NÃO É UM EXPERIMENTO, ELE NOS EMPODERA E ENCORAJA A EXPERIMENTAR.”

Idris Moote, Design Thinking for Stategic Innovation

Errar faz parte do caminho: nós temos medo de errar, de falhar, pois nos foi ensinado assim. Porém, se eu não errar, como vou aprender, como vou desenvolver? Cair da bicicleta, errar uma questão na prova… Enfim, errar faz parte do caminho de aprendizagem e só não erra, quem não faz. É aquela velha frase “Vai. E se der medo, vai com medo mesmo.”

Nem toda solução vai ser tecnológica: vivemos num mundo que tudo se resume a aplicativos, a mobile, a tecnologia. Nem todo problema a resolver requer uma tecnologia, às vezes, um olhar mais apurado pro fluxo, entender onde está o gargalo, já traz grandes ganhos no processo. Ah! E nem todo resultado é redução de custo, pode ser de tempo e qualidade na entrega.

Tenha um coração aberto a aprender com todos: Design Thinking é sobre empatia, colaboração e experimentação. Estar aberto para aprender com todos do time é o início de tudo. Cada um traz suas vivências, seu mundo, suas percepções e isso vai construir a melhor solução para resolver a necessidade de alguém ou do grupo como um todo.

 

Artigo escrito por
Hiatha Anderson – Analista de Inovação do Vix Labs & Facilitador de Design Thinking

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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